Nosso organismo possui inúmeros instrumentos para lidar com agressões externas prejudiciais à saúde do indivíduo. Dentre estes, temos o sistema imunológico ou imune. Trata-se de uma rede complexa de células e substâncias químicas que vão nos proteger de patógenos múltiplos.
O normal é que nosso organismo produza anticorpos (um grupo de formas químicas produzidas por células de defesa chamadas linfócitos) que atuem contra vírus, bactérias e parasitas, auxiliando no combate a estes germes. Não se sabe ao certo (existem algumas teorias ainda não comprovadas) o por quê em alguns indivíduos os linfócitos produzem anticorpos contra estruturas da própria pessoa como rins, coração, cérebro, vasos sanguíneos, pele, articulações, etc.
Sabe-se que existe um componente genético que atua para que este fenômeno chamado auto-imunidade se desenvolva em umas pessoas mas não em outras. Já se mapearam vários genes que contribuem para o desenvolvimento das doenças auto-imunes.
Associado a isso, temos alguns elementos ambientais como exposição a determinados vírus e bactérias, bem como alguns hábitos de vida extremamente nocivos como o tabagismo e a exposição aos raios ultra-violeta da luz solar.
Portanto, para que haja expressão da auto-imunidade em doenças é preciso predisposição genética junto com elementos ambientais.
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