Dr. Eduardo De Oliveira Ayres Pinto

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Osteoporose

Fibromialgia

Tudo sobre osteoporose

Aqui vamos esclarecer de uma vez por todas o que significa essa doença chamada Osteoporose..

É uma doença SISTÊMICA (ou seja, não se restringe apenas aos ossos) que leva a diminuição da massa óssea, deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a fragilidade do esqueleto e MAIOR SUSCEPTIBILIDADE A FRATURAS por pequenos traumas. 

É importante ressaltar que fatores extra-esqueléticos devem ser levados em consideração durante a consulta médica para uma total avaliação dos riscos de fraturas (e poucas especialidades médicas abordam o tema com a devida importância).

Por esse motivo o reumatologista é o profissional mais bem preparado para um acompanhamento pleno e com resultados positivos.

Trata-se de uma doença causada por vários fatores (MULTIFATORIAL), sendo que 70% são fatores genéticos e 30% fatores ambientais.

Abaixo cito alguns fatores de risco para desenvolver osteoporose:

  • Genética
  • Raça
  • Densidade óssea
  • Dieta
  • Atividade física e outros hábitos de vida
Osteoporose promove fraturas vertebrais

A osteoporose desempenha importante problema de saúde pública no mundo e a fratura é a principal consequência da doença.

A doença é tão prevalente quanto hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia (problemas com colesterol). Cerca de 40% das mulheres e 25% dos homens que estiverem vivos até os 80 anos de idade terão fratura de fêmur.

Acomete mais de 70% dos idosos.

Cerca de 40% das mulheres brancas na pós-menopausa apresentam osteoporose.

Como se aborda essa doença inicialmente?

A identificação precoce dos fatores de risco é a principal meta na introdução de estratégias efetivas de prevenção da osteoporose, bem como permite melhor compreensão da enfermidade.

Tais fatores de risco podem ser subdivididos em  modificáveis e não modificáveis.

Fatores de risco modificáveis:

  1. Baixo peso
  2. Uso de corticóides de forma prolongada
  3. Tabagismo
  4. Sedentarismo
  5. Consumo EXCESSIVO de bebidas alcoólicas
  6. Consumo EXCESSIVO de café
  7. Baixa ingestão de Cálcio alimentar
  8. Fatores relacionados as quedas

 

Fatores de risco não-modificáveis:

  1. Idade avançada
  2. Raça branca
  3. Raça oriental
  4. Fratura prévia
  5. História familiar de fratura
  6. História familiar de osteoporose
  7. Menor tempo de duração entre início da menstruação e a menopausa

A idade é o principal fator de risco associado com baixa densidade óssea e fratura por osteoporose, não só pela redução da massa óssea mas porque também no idoso há uma diminuição da qualidade do osso, cai a função neuromuscular e aumenta o risco de que quedas (cabe aqui uma orientação para que se pratique atividade física ao longo da vida para prevenir esses riscos!

A perda óssea acelerada ocorre nos 5 primeiros anos após a menopausa, portanto nesse período é fundamental uma avaliação reumatológica adequada. 

O ideal é que mulheres, principalmente, façam acompanhamento com reumatologista antes mesmo de chegar a data do climatério ou da menopausa!!

Peso: o baixo peso é um fator de risco para desenvolvimento de osteoporose, bem como a perda acentuada de peso como por exemplo em pacientes após cirurgia bariátrica. 

Fratura prévia: o risco de novas fraturas é 3 vezes maior em quem já teve uma fratura por osteoporose prévia, INDEPENDENTEMENTE DA DENSITOMETRIA ÓSSEA!

Dieta: a ingestão pobre em cálcio (leite e derivados) e baixa em vitamina D também é um fator de risco para fraturas osteoporóticas. 

Quedas: aqui, vale uma pausa para falar das quedas. Trata-se de um fator muito importante, principalmente na terceira idade, quando os reflexos já não estão tão aguçados e o uso de medicamentos pode favorecer um tombo, como por exemplo, remédios para dormir. 

 

A osteoporose pode aumentar a mortalidade?

Sim. Sabe-se que 15 a 30% dos pacientes com fratura de fêmur morrem durante o primeiro ano após o evento, geralmente por complicações decorrentes da fratura. 

Além disso, os pacientes podem ficar completamente dependentes para as atividades de vida diária após uma fratura vertebral ou de fêmur. 

Medidas para minimizar o risco de fraturas podem ser facilmente implementadas por meio de equipe multidisciplinar e envolvendo o reumatologista, educadores físicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.

O que é a Densitometria?

A Densitometria óssea é um exame que auxilia no diagnóstico da Osteopenia e da Osteoporose. 

Ela usa Raios X e aplica um conceito de absorciometria óssea duoenergética por raios X, quantificando a Densidade Mineral Óssea.

Não se preocupe, a densitometria óssea usa baixíssimas doses de radiação, o que a torna inofensiva quanto a possibilidade de causar danos ao organismo. 

Poucos médicos sabem avaliar e até indicar uma densitometria óssea! Existem muitos dados e características nesse exame que são de extrema importância, e isso requer um conhecimento por parte do médico que poucos possuem. 

Existem três sítios de avaliação para a definição da densidade óssea:

  1. Fêmur proximal
  2. Coluna lombar
  3. Rádio 33%

 

As utilidades da densitometria são as seguintes:

  1. Estabelece o diagnóstico da Osteoporose, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde;
  2. Determina o risco de fraturas relativo nas várias regiões esqueléticas;
  3. Auxilia na identificação de candidatos para intervenção terapêutica, associada aos fatores de risco clínico;
  4. Monitora mudanças na massa óssea através do tempo na evolução natural da doença ou durante terapia;
  5. Aumenta a aderência a diferentes tratamentos.  

Algumas dicas para se fazer a Densitometria Óssea

Alguns cuidados são importantes para se fazer o exame:

  1.       Exames seriados devem ser feitos sempre no mesmo aparelho. Exames feitos em aparelhos diferentes não são comparáveis!!!;
  2. O técnico densitometrista deve posicionar o paciente corretamente, senão o exame fica completamente alterado para avaliação correta;
  3. Os aparelhos devem ser calibrados na clínica diariamente;
  4. Cuidado com artefatos que possam atrapalhar o exame como ziper, botões e comprimidos de cálcio (o paciente não deve tomar o Cálcio no dia do exame, podendo tomar após a realização da densitometria);
  5. Gravidez é contra-indicação absoluta para o exame.
Densitometria óssea

Só existe a Densitometria para acompanhar a osteoporose?

Na verdade existem outros marcadores que podem ser avaliados no sangue ou na urina e que são usados pelo especialista em osteoporose para avaliar a resposta ao tratamento. São usados no acompanhamento do paciente com doença óssea, principalmente a osteoporose. 

Temos os marcadores de formação óssea:

  1. Fosfatase Alcalina Óssea
  2. Osteocalcina
  3. Pró-peptídeo N-terminal do colágeno tipo I

 

E temos os marcadores de reabsorção óssea:

  1. Desoxipiridinolina
  2. NTX
  3. CTX

Osteoporose na pós-menopausa

Durante toda a vida o nosso osso passa por constante reabsorção e formação óssea, num equilíbrio constante. 

Em determinado momento o osso removido pela reabsorção é pouco substituido pela formação óssea, gerando uma perda óssea e uma menor resistência.

Chamamos de Pico de Massa Óssea à máxima densidade e resistência óssea que o indivíduo pode atingir e é alcançado entre os 20 e 30 anos de idade. Após os 30 anos, a remoção começa a ser maior que a reposição, ou seja, a retirada é maior que o depósito. 

Na menopausa, que ocorre entre os 45 e 55 anos de idade, as mulheres perdem tecido ósseo rapidamente. 

No sexo feminino a perda óssea é muito maior do que nos homens, devido a queda da produção ovariana de estrogênios, os quais tem ação protetora sobre o osso. 

Ocorre uma perda de 2 a 5% por ano após a menopausa, nos seus primeiros 5 a 6 anos, e continua com queda, em menor escala, por toda a vida, atingindo novamente uma aceleração após os 70 anos de idade.

Como se dá o tratamento da Osteoporose pós-menopausa?

O tratamento da osteoporose visa o aumento da densidade óssea e a prevenção de fraturas. 

Para tanto as orientações higienodietéticas gerais devem ser recomendadas desde o início do tratamento ou mesmo desde a infância como medidas preventivas. 

  1. Ingestão adequada de Cálcio e Vitamina D:

Importante que seja ingerida uma quantidade de 1.200mg de Cálcio por dia.

Os laticínios são a maior fonte de cálcio na alimentação. 

Veja o equivalente em cálcio na dieta para cálculo da dose diária total:

  • 1 copo de leite tem 300mg de Cálcio;
  • 1 copo de iogurte tem 400mg de Cálcio;
  • 1 fatia de queijo (30g) tem 200mg de Cálcio.

Quando o indivíduo não consegue alcançar os níveis recomendados de cálcio alimentar ou aqueles que apresentam intolerância à lactose, a suplementação com sais de cálcio constitui uma medida preventiva útil e possui ação coadjuvante no tratamento da osteoporose, devido à sua segurança, tolerabilidade e baixo custo.

Leia mais no link https://eduardoayres.com.br/samarco-articula-iniciativa-para-a-diversificacao-economica-de-mariana-e-ouro-preto/

 

A Vitamina D:

É fundamental para a absorção do cálcio e performance muscular. 

A dose de ingestão diária é de 800 a 1000UI para o equilíbrio orgânico e manter os níveis acima de 30ng/mL o que é desejado. 

Os principais alimentos que contêm vitamina D são:

  • Gema de ovo
  • Peixes de água salgada (salmão, atum, sardinha)
  • Frutas secas (nozes, amêndoas, avelãs, castanha-do-pará)
  • Fígado

 

2.Atividade física regular: altamente recomendado é praticar exercícios regularmente, contra a gravidade e exercícios resistidos. 

É importante frizar que o benefício do exercício acaba quando se pára de praticá-lo!!! Exemplos de atividade contra gravidade são caminhada, corridas, Tai-Chi, subir escadas, dansar e jogar tênis. Exempolos de atividade contra resistência são realizadas com pesos (musculação) e Pilates. 

3.Prevenção de quedas: vários são os riscos para aumentar as quedas. Vamos listar alguns para que sejam eliminados ou atenuados quando não se puder cessá-los por completo:

  • Pouca iluminação
  • Obstáculos no caminho
  • Tapetes soltos
  • Ausência de barras nos banheiros
  • Pisos escorregadios
  • Idade
  • Arritmia
  • Baixa acuidade visual e uso de óculos bifocais
  • Incontinência e urgência urinárias
  • Hipotensão postural
  • Baixa mobilidade
  • Medicamentos que causam sedação
  • Desnutrição
  • Fraqueza muscular
  • Baixo equilíbrio

 

4.Ingestão de álcool e tabagismo: o hábito de fumar deve sempre ser desencorajado; a ingestão de três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia é prejudicial ao osso e leva ao risco aumentado de quedas associadamente. 

5.Tratamento Farmacológico: aqui, temos os medicamentos que são usados para auxiliar no tratamento da osteoporose, listados abaixo:

  • Terapia de Reposição Hormonal – geralmente prescrita pela glinecologia ou pela urologia
  • Bisfosfonatos – podem ser usados por via oral ou por via venosa. Alguns protegem contra fraturas vertebrais e não vertebrais (esses devem ser os de escolha), mas outros protegem apenas contra fraturas vertebrais (não devem ser os de escolha – e olha que tem muita gente por aí tomando estes!!!)
  • Teriparatida
  • Denosumabe
  • Romozosumabe
  • SERM (Selective Estrogen Receptor Modulador)

Cada classe de medicamento tem sua indicação e seu perfil ideal de paciente para que seja usado. Quem melhore define o tratamento medicamentoso é o seu reumatologista, após uma avaliação minuciosa e individualizada. 

 
Atividade física na osteoporose

Tenho osteoporose, e agora?

Calma!!!

Se você descobriu que tem ostoeporose terá que adequar seu estilo de vida e tomar alguns medicamentos, mas o reumatologista está aí para te ajudar. Conte conosco para uma vida mais saudável e prevenir futuros problemas de saúde!!!!

Qualidade de vida na osteoporose

Fica a dica: lembre-se do reumatologista para te auxiliar em suas dores!!!

Dr. Eduardo Ayres é formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com residência médica em Clínica Médica e Reumatologia.

Médico especialista em tratamento de Osteoporose e Osteopenia na cidade de Juiz de Fora – MG.

Para tratar dos problemas reumatológicos que te afligem, como osteoporose e osteopenia por exemplo, agende uma consulta com Dr. Eduardo Ayres.